Pular para o conteúdo principal

Atividade II de filosofia 2°ano vespertino /noturno

Olá! Galera do 2º ano, tudo em paz?
Espero que sim. Bem pessoal, vocês vão ler o texto e no final responder o que se pede.
Um abraço a todos,
e bons estudos.
OK?

Qualquer dúvida, estamos aqui!!!

11h às 12h Filosofia Tema: Escolástica: articulação entre teologia e filosofia - O papel de Tomás de Aquino Atividade Faça a leitura atenta do texto a seguir e, se tiver acesso à internet, acesse também os links disponibilizados nesta atividade, a fim de ampliar sua visão em relação ao tema. TEXTO A oposição Céu e Terra "Platão e Agostinho tinham dito tudo o que era necessário para compreender os problemas da alma, mas quando se tratava de saber o que seja uma flor ou um nó nas tripas que os médicos de Salerno exploravam na barriga de um doente, e por que era saudável respirar ar fresco numa noite de primavera, as coisas se tornavam obscuras. Tanto que era melhor conhecer as flores nas iluminuras dos visionários, ignorar que existiam tripas, e considerar as noites de primavera uma perigosa tentação. Desse modo dividia-se a cultura europeia, quando se entendia o céu, não se entendia a terra. Se alguém ainda quisesse entender a terra deixando de lado o céu, a coisa ia mal. [...] Cristianizar Aristóteles A essa altura os homens da razão aprendem dos árabes que há um antigo mestre (um grego) que poderia fornecer uma chave para unificar esses membros esparsos da cultura: Aristóteles. Aristóteles sabia falar de Deus, mas classificava os animais e as pedras, e se ocupava com o movimento dos astros. Aristóteles sabia lógica, preocupava-se com psicologia, falava de física, classificava os sistemas políticos. [...] Tomás não era nem herege nem revolucionário. Tem sido chamado de "concordista". Para ele tratava-se de afinar aquela que era a nova ciência com a ciência da revelação, e de mudar tudo para que nada mudasse. Mas nesse plano ele aplica um extraordinário bom-senso e (mestre em sutilezas teológicas) uma grande aderência à realidade natural e ao equilíbrio terreno. Fique claro que Tomás não aristoteliza o cristianismo, mas cristianiza Aristóteles. Fique claro que nunca pensou com a razão se pudesse entender tudo, mas que tudo se compreende pela fé: só quis dizer que a fé não estava em desacordo com a razão, e que, portanto, era até possível dar-se ao luxo de raciocinar, saindo do universo da alucinação. E assim compreende-se por que na arquitetura de suas obras os capítulos principais falam apenas de Deus, dos anjos, da alma, da virtude, da vida eterna: mas no interior desses capítulos tudo encontra um lugar, mais que racional, 'razoável'. [...] A fé guiava o caminho da razão Não se esqueça de que antes dele, quando se estudava o texto de um autor antigo, o comentador ou o copista, quando encontravam algo que não concordava com a religião revelada, ou apagava as frases "errôneas" ou as assinalavam em sentido dubitativo, para pôr em guarda o leitor, ou as deslocavam para a margem. O que faz Tomás, por sua vez? Alinha as opiniões divergentes, esclarece o sentido de cada uma, questiona tudo, até o dado da revelação, enumera as objeções possíveis, tenta a mediação final. Tudo deve ser feito em público, como pública era justamente a disputatio na sua época: entra em função o tribunal da razão. Que depois, lendo com atenção, se descubra que em cada caso o dado de fé acabava prevalecendo sobre qualquer outra coisa e guiava o deslindar da questão, ou seja, que Deus e a verdade revelada precediam e guiavam o movimento da razão laica, isso foi esclarecido pelos mais agudos e aficionados estudiosos tomistas, como Gilson. Nunca ninguém disse que Tomás era um Galileu. Tomás simplesmente fornece à Igreja um sistema doutrinário que a concilia com o mundo natural. [...] Antes dele se afirmava que 'o espírito de Cristo não reina onde vive o espírito de Aristóteles', em 1210 estão ainda proibidos os livros de filosofia natural do filósofo grego, e as proibições continuam nas décadas seguintes enquanto Tomás manda traduzir esses textos por seus colaboradores e os comenta. Mas em 1255 toda a obra de Aristóteles está liberada. Fonte: Eco, Umberto. Viagem na irrealidade cotidiana, p. 335-336 e 339-340. Agora é sua vez!! Umberto Eco aponta importantes aspectos do papel cultural de Tomás de Aquino, empenhado em conciliar o cristianismo com uma visão mais racional do mundo. Com base nas informações trazidas no texto responda: 01. Segundo Humberto Eco, na cultura medieval europeia, antes dos estudos aristotélicos, "quando se entendia o céu, não se entendia a terra". Interprete o significado dessa afirmação. 02. Qual foi a importância da redescoberta da filosofia de Aristóteles para o pensamento medieval, segundo Eco? Justifique. 03. Enumere os méritos de Tomás de Aquino apontados pelo autor do texto. Depois destaque aquele que você considera o de maior valor. Justifique sua escolha. Onde encontro o conteúdo Texto: COTRIM, Gilberto; FERNANDES Mirna. Fundamentos de Filosofia. São Paulo: Saraiva, 2017, p. 252. Caso tenha acesso à internet, sugerimos que assista a aula do EMITEC, disponível na Plataforma Anísio Teixeira – http://pat.educacao.ba.gov.br/emitec/ , ou ainda acesse o link abaixo: - Aula do EMITEC: Escolástica: articulação entre teologia e filosofia Disponível em: < http://pat.educacao.ba.gov.br/emitec/disciplinas/exibir/id/5073>. Acesso: 31 mar. 2020. - Filme O Nome da Rosa. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=uqL7gn13JoQ&has_verified=1>. Acesso em: 30 mar. 2020. Objetivo Identificar os princípios filosóficos que marcaram o pensamento medieval e sua tentativa de conciliar fé e razão. Depois da atividade Como sugestão você pode assistir à adaptação para o cinema da obra de Umberto Eco, “O Nome da Rosa”. Sinopse: Em 1327 William de Baskerville (Sean Connery), um monge franciscano, e Adso von Melk (Christian Slater), um noviço, chegam a um remoto mosteiro no norte da Itália. William de Baskerville pretende participar de um conclave para decidir se a Igreja deve doar parte de suas riquezas, mas a atenção é desviada por vários assassinatos que acontecem no mosteiro. William de Baskerville começa a investigar o caso, que se mostra bastante intrincando, além dos mais religiosos acreditarem que é obra do Demônio. William de Baskerville não partilha desta opinião, mas antes que ele conclua as investigações Bernardo Gui (F. Murray Abraham), o Grão-Inquisidor, chega no local e está pronto para torturar qualquer suspeito de heresia que tenha cometido assassinatos em nome do Diabo. Como não gosta de Baskerville, ele é inclinado a colocá-lo no topo da lista dos que são diabolicamente influenciados. Esta batalha, junto com uma guerra ideológica entre franciscanos e dominicanos, é travada enquanto o motivo dos assassinatos é lentamente solucionado. Como o filme tem sua ambiência da escolástica, no período medieval, estabeleça correlação entre os aspectos vistos na narrativa desta obra e os conteúdos discutidos nesta atividade, especialmente o que tange Fé e Razão. Registre sua análise em seu caderno e em seguida construa uma nova sinopse com informações filosóficas trabalhadas nesta atividade. Divulgue em suas redes sociais sua produção e convide seus seguidores, contatos e amigos, para assistirem o filme, como também, discutir sobre o conteúdo de sua postagem. Use a #EducacaoBahia.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Atividade filosofia ENEM 3°ano Vesp/Not

SIMULADO DE FILOSOFIA. QUESTÕES DE 1 A 26 GABARITO NO FINAL QUESTÃO 01 O sujeito ético-moral é somente aquele que preencher os seguintes requisitos: A) ser consciente de si, mas não precisa reconhecer a existência dos outros como sujeitos éticos iguais a si B) saber o que faz, conhecer as causas e os fins de sua ação, o significado de suas intenções e de suas atitudes e a essência dos valores morais C) não precisa controlar interiormente seus impulsos, suas inclinações e suas paixões, deixando-as fluir livremente D) dizer o que as coisas são, como são e por que são. Enunciar, pois, juízos de fato E) ser responsável, mas não precisa reconhecer-se como autor da sua própria ação nem avaliar os efeitos e as consequências dela sobre si e sobre os outros  QUESTÃO – 02 Quando examinamos as virtudes definidas pelo cristianismo, descobrimos que, embora as aristotélicas não sejam afastadas, deixam de ser as mais relevantes. O quadro cristão de virtudes e vícios pode ser assim resu...

Atividade XXIII filosofia EJA 1-A-B-C-D

 Bom dia meus queridos! Espero que tudo esteja bem com vocês. Vamos a mais uma atividade para perdermos o pique!! Um abraço para cada um de vocês, Bons estudos!!  Se Cuidem!        Atividade   O Mito e o Surgimento da Filosofia   MITOLOGIA   A palavra “mito” vem do grego mýthos, que significa mensagem, conselho, narrativa ou rumor.   Mito era a palavra usada para denominar a narrativa cuja verdade era garantida pelo testemunho dos outros, os que davam credibilidade a tal narrativa.   A mitologia comparada possui como uma das suas funções, revelar o que abarca de identitário em várias tradições e costumes.   Muitas obras associam história e mito em suas construções identitárias. Ilíada e Iracema.   O mito do Édipo rei atende a característica da qual “nenhum ser humano pode escapar daquilo que lhe encomenda o seu destino   O papel exercido pelos poetas, responsáveis pela transmiss...

Atividade XVII Filosofia 3°ano Vesp/Not

 Boa noite Pessoal! Tudo bem? Bem, a nossa atividade consiste em responder um simulado de filosofia antiga até  o período clássico. o gabarito está no final. Um abraço a todos, bons estudos! Peço mais uma vez, a vocês, que tentem responder a atividade; e só no final confiram o gabarito. Simulado de Filosofia antiga e periodo clássico.  Questão 01 – O primeiro e o segundo período da filosofia são chamados:  a) Cosmogônico e cosmológico.  b) Cosmogônico e moralista.  c) Cosmológico e antropológico.  d) Cosmogônico e socrático.  e) Cosmológico e helenístico.  Questão 02 – Tal como a filosofia, o mito revela, exceto:  a) A origem de algum acontecimento.  b) O resultado simbólico do acontecimento.  c) O resultado inconsciente do acontecimento.  d) Sentido e percepção, independente de explicação científica.   e) Sentido e percepção, dependente de explicação científica.  Questão 03 – Para filósofos como Tales de Mi...