Boa noite pessoal! tudo bem com vocês?
Bem, esta semana estaremos refletindo sobre duas questões: questões de raça e de Gênero e sexualidade.
A atividade é o seguinte vocês irão fazer a leitura do textos e baseado na experiência pessoal de vocês vão responder o que se pede.
Bons estudos!
Um abraço a todos,
use máscara; só saiam de casa em caso de necessidade. OK?
Bem, esta semana estaremos refletindo sobre duas questões: questões de raça e de Gênero e sexualidade.
A atividade é o seguinte vocês irão fazer a leitura do textos e baseado na experiência pessoal de vocês vão responder o que se pede.
Bons estudos!
Um abraço a todos,
use máscara; só saiam de casa em caso de necessidade. OK?
Data:
06/07/2020 11h às 12h Filosofia Questões de raça, gênero e sexualidade
Atividade
I. Faça a leitura atenta dos Textos 01 e 02. O preconceito conferiria aos seus
portadores, aos seus donos - isto é: aos membros de um grupo dominante - uma
forma de serem conscientes das suas posições de privilégio e hierarquia.
Segundo o autor, trata-se de uma forma rudimentar de xenofobia ligada à defesa
de uma identidade coletiva e/ou comunitária: o preconceito é assim colocado,
assim estabelecido e assim determinado no discurso para não ‘ferir’ e para
‘proteger’ as identidades consideradas apropriadas, quer dizer as identidades
próprias, isto é: as identidades (inventadas, produzidas, fabricadas como)
normais.
TEXTO 01 O que é o racismo
Ao questionarmos sobre o
problema do racismo, deveríamos talvez nos obrigar a fazer referência a dois
tipos dissimiles de perguntas; a primeira, e a mais habitual delas, seria a
seguinte: “O que é o racismo?”; a segunda, radicalmente diferente da primeira -
e ainda em aparência mal formulada gramaticalmente - deveria ser esta outra:
“Quem é o racismo?”.
Em relação à primeira das perguntas, Michel
Wieviorka (1993, op. cit.) revela a existência de diversas expressões que
representam, numa escala progressiva, diferentes graus do ‘perigo do fenômeno’
racista; essas formas ou expressões visíveis em que o racismo se manifesta
seriam: o preconceito, a segregação, a discriminação e a violência racial.
Vejamos, ainda que de um modo muito superficial, qual seria o significado dado
pelo autor a cada uma dessas palavras e/ou níveis do ‘perigo’ racistas.
A segregação é um conceito que se formula, em
certo modo, em sua ligação com uma ideia específica da especialidade humana: do
espaço e de espacialidade relacional entre o ‘eu’ e o ‘outro’, entre o ‘nós’ e
o ‘eles’. O indivíduo ou o grupo que é considerado o objeto do racismo - quer
dizer: ‘o outro’ e ‘eles’ - acaba sendo confinado em espaços ‘próprios’ que não
poderão ser abandonados a não ser em condições tanto ambíguas quanto
restritivas.
A discriminação, por sua vez, é um tipo de
tratamento diferencialista, quer dizer uma produção específica de alteridade,
que penaliza àquilo que no Ocidente foi e é nomeado, ainda hoje, com o
eufemismo ‘minorias’. A operação de discriminação consiste, primeiro, na
diminuição, na redução do outro - e também a relação do outro com os ‘seus’
outros - e, em segundo lugar, em dotar a todos esses outros, assim
‘diminuídos’, de uma única possibilidade de interpretação dos seus valores e
das suas normas. A uma minoria, a qualquer minoria, lhe é dado para si próprio
um referente idêntico de representações: haveria assim uma única forma fixa
permitida, possível, de se pensar, de se olhar, de se perceber, de se julgar,
de se nomear, etc. ao interior desse grupo.
A violência racial não seria outra coisa que o
fato de tornar intencionais e explícitas todas as três expressões anteriores.
Enquanto o preconceito, a segregação e a discriminação permaneceriam em estado
‘latente’, ‘não intencional’, ‘de um modo
discursivo’, a violência, segundo Wieviorka, é o seu rosto
material, o seu movimento exterior, a sua força visível, a sua ação última e
final[...].
Disponível em: https://periodicos.feevale.br/seer/index.php/revistapraksis/article/viewFile/520/
439. Acesso: 10 jun. 2020.
TEXTO 02 Relações de gênero e sexualidade
A escola, em sua função social, caracteriza-se
como um espaço democrático que deve oportunizar a discussão de questões sociais
e possibilitar o desenvolvimento do pensamento crítico. Para isso, faz-se
necessário que o (a) professor (a) traga informações e contextualize-as, além
de contribuir, oferecendo caminhos para que o (a) discente adquira mais conhecimentos.
É também um ambiente de sociabilidade entre as crianças, o que acarreta na
difusão sócio-cultural, incluindo as relações de gênero.
A partir da compreensão sobre as diferenças
corporais e sexuais, culturalmente se cria na sociedade, ideias e valores sobre
o que é ser homem ou mulher. Esta diferenciação se denomina representações de
gênero. Desse modo, as questões de gênero encontram-se diretamente relacionada
à forma como as pessoas concebem os diferentes papéis sociais e comportamentais
relacionados aos homens e às mulheres, estabelecendo padrões fixos daquilo que
é “próprio” para o feminino bem como para o masculino, de forma a reproduzir
regras como se fosse um comportamento natural do ser humano, originando
condutas e modos únicos de se viver sua natureza sexual. Isso significa que as
questões de gênero têm ligação direta com a disposição social de valores,
desejos e comportamentos no que tange à sexualidade.
Nesse sentido, a escola tem um papel fundamental
na desmistificação destas diferenças, além de ser um importante instrumento na
construção de valores e atitudes, que permitam um olhar mais crítico e
reflexivo sobre as identidades de gênero, ao invés de ser um lugar de práticas
de desigualdades e de produção de preconceitos e discriminações como destaca
Louro (1997, p. 57):
Diferenças, distinções, desigualdades... A
escola entende disso. Na verdade, a escola produz isso. Desde seus inícios, a
instituição escolar exerceu uma ação distintiva. Ela se incumbiu de separar os
sujeitos — tornando aqueles que nela entravam distintos dos outros, os que a
ela não tinham acesso. Ela dividiu também, internamente, os que lá estavam,
através de múltiplos mecanismos de classificação, ordenamento, hierarquização.
Dessa maneira, interesses e formas de
comportamento para cada sexo são estimulados no ambiente escolar. Por isso, é
necessário perceber como são formados e legitimados, fazendo com que alunos
(as) se identifiquem ou diferenciem-se de acordo com as características
socialmente valorizadas e/ou determinadas, não esquecendo que o processo
educativo precisa ser desenvolvido visando à desmistificação das diferenças à
respeito do gênero.
Disponível em: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/relacoes-
genero-sexualidade.htm. Acesso: 10 jun. 2020.
Atenção! O estudante que tiver acesso à internet pode acessar os
links disponibilizados nesta atividade (filmes, aulas, textos).
II. Responda às questões propostas com anotações em seu
caderno.
01. Qual a relação entre preconceito e identidade coletiva?
02. Em cidades brasileiras onde a maioria da
população se autodeclara negra ou parda, existem bairros (geralmente
considerados “nobres”) habitados por mais de 90% de brancos. Que conceito se
aplica a essa realidade?
03. Cite exemplo(s) que possam ilustrar situações de
preconceito relacionado à questão de gênero.
04. Para evidenciar que as relações de gênero
são historicamente construídas pesquise exemplos de propagandas sexistas. O que
você sugere para mudar essa situação?
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